“PRIMAVERA”, FILME DE CARLOS PORTO DE ANDRADE JR. É UM MOSAÍCO CINEMATOGRÁFICO COM ANA PAULA ARÓSIO E MARÍLIA GABRIELA

“É UMA RARIDADE, É MAIS QUE CINEMA, É ARTE”, DECLAROU RUBENS EWALD FILHO, ANTES DE SUA MORTE
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02.02.2022

Helena Cunha Bueno

Realizado ao longo de 20 anos, o novo filme do diretor Carlos Porto de Andrade Jr., “Primavera”, chega aos cinemas no próximo dia 17 de fevereiro já com prêmios conquistados em festivais nacionais e internacionais. “Fiquei muito emocionado vendo o filme. Valeu a pena esperarem tanto para fazê-lo. Deve ser uma grande vantagem vê-lo em tela grande”, elogia o cineasta Cacá Diegues

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Distribuído pela O2 Play, a produção da Notábile Filmes traz em seu elenco Ana Paula Arósio (trabalho ainda inédito da atriz), Ruth de Souza, grande atriz do cinema negro falecida em julho de 2019 e Marília Gabriela (ganhadora do prêmio de Melhor Atriz no Festival Brasil de Cinema Internacional, em 2018, ao interpretar uma estátua que ganha vida) e Ruth Escobar (em sua última atuação). “Marília Gabriela foi um encantamento. Sempre me lembrarei de sua entrada no set de filmagem vestida de Nossa Senhora das Rosas. É uma atriz que trabalha com o mundo dos sonhos e sua atuação comoveu-me. Trabalharia sempre com ela. É generosa, criativa, sedutora e extremamente dedicada, com uma inteligência cênica que me impressiona”, conta o diretor. 

O filme tem a participação de Werner Schünemann, Carlos Casagrande com narração de Caco Ciocler. Roteirizado e dirigido por Carlos Porto de Andrade Jr., “Primavera” é um projeto pessoal do diretor que optou em construí-lo como um mosaico cinematográfico onde as imagens filmadas se mesclam a imagens de diversos arquivos que vão desde cenas guardadas no Museu do Índio até o Acervo Humberto Mauro. “É uma raridade, é mais que cinema, é arte”, declara o crítico de cinema Rubens Ewald Filho, falecido em junho de 2019. 

O longa-metragem ainda conta com a interpretação da cantora portuguesa Eugênia Melo e Castro na canção de encerramento. “Foi uma grande ideia (entre muitas outras) fechar o filme com o “Cuitelinho”. Esse canto do Brasil Central, que foi uma descoberta de Nara Leão”, elogia mais uma vez Cacá Diegues.

Momentos antes de sua morte, um pai revela ao filho as memórias da família à qual pertencem. Tudo o que resta são evidências fragmentadas, fotos destruídas e eventos contraditórios, descritos em um livro perdido no tempo. A narrativa se desenvolve em uma atmosfera de sonho que nos conduz pela saga de uma família incomum, que sobrepõe a lenda aos fatos.

O ponto de partida é o primeiro ancestral, um inglês de reputação duvidosa, que chega ao Brasil no final do século XVIII e se casa com uma senhora portuguesa, dona de um extenso pedaço de terra. Seus herdeiros se tornarão os protagonistas dessa história de conflitos, amores e mistérios. No amor, os segredos guardados levarão à morte. Mas para esses personagens, estar na memória é continuar vivendo. Assista ao trailer:

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