ENTREVISTA: EM NOVA FASE DA CARREIRA, ZECCA GOMES APOSTA NA FORÇA DA MPB E DIVULGA O SINGLE “QUEM NUNCA AMOU”

“QUERO QUE AS PESSOAS PERCEBAM A VERDADE EM CADA ACORDE”, DISSE O ARTISTA EM ENTREVISTA AO PORTAL PEPPER
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20.03.2026

Ribas Fotografia

O cantor e compositor Zecca Gomes atravessa uma fase estratégica de transição em sua trajetória artística. Consolidado pelo sucesso do EP “Ombro Amigo”, que superou a marca de 1,5 milhão de reproduções, o músico agora direciona seus esforços para o próximo projeto discográfico, intitulado “Mais do Que Cores”. Esta nova etapa busca uma sonoridade mais orgânica, profundamente fundamentada em raízes brasileiras e na essência da MPB contemporânea.

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O primeiro passo dessa evolução é o single “Quem Nunca Amou”, já disponível em todas as plataformas de streaming. Em entrevista exclusiva ao Portal Pepper, o artista, que concilia a produção musical com o trabalho de servente de pedreiro e atividades autônomas, detalha seu processo criativo e a habilidade de converter experiências cotidianas em composições sensíveis.

Portal Pepper – Quais foram as músicas lançadas recentemente? O que elas apresentam do seu trabalho? No projeto que virá em breve, teremos diferenças de estilo e temáticas?

Zecca Gomes – Recentemente lancei o EP ‘Ombro Amigo’, com seis faixas inéditas incluindo um feat com a cantora Fantine Tho, do Rouge. Foi meu primeiro trabalho relevante, que me colocou como um artista mais sério dentro da cena. É um projeto bem experimental, diferente do que eu estava acostumado a fazer, tanto em sonoridade quanto em estilo. Já o próximo disco, ‘Mais do Que Cores’, vem com uma proposta bem diferente, principalmente nos arranjos e na estética musical.

PP – Como você define sua sonoridade e principais referências musicais?

ZG – Eu gosto de transitar entre várias cenas. Componho desde pop até MPB, reggae e R&B. Meu primeiro disco tem uma pegada mais urbana, um pop alternativo, enquanto o segundo vem mais raiz, com influências de baião e ijexá. Entre minhas referências brasileiras estão Djavan, Ed Motta, Cassiano, Geraldo Azevedo e Lenine. Também ouço muito artistas internacionais como Gil Scott-Heron, Bill Withers, Bobby Caldwell e Bruno Mars.

PP – Quais são as principais temáticas que aparecem na sua música?

ZG – A música funciona como um diário aberto pra mim. Eu escrevo sobre tudo o que vivo ou observo: natureza, amor, tristeza, decepções, vitórias. Não gosto de limitar temas. Pra mim, o verdadeiro compositor fala sobre a vida de forma ampla.

PP – Você canta e compõe desde que idade? Como é sua relação com a música e o processo de profissionalizar esse sonho?

ZG – Canto e toco desde os nove anos. Aos treze comecei a escrever poesia e, com dezesseis, compus minha primeira música. Minha relação com a música é de paixão, mas também tem um lado intenso, quase como uma necessidade. Já tentei me afastar, mas não consegui. Pra mim, as músicas já existem em algum lugar, e o compositor capta isso. Profissionalizar seria ter mais tempo pra me dedicar, já que hoje ainda preciso conciliar com o meu trabalho como servente de pedreiro e outros bicos que faço para me manter, mas acredito muito no sonho de viver da música.

PP – Como é o seu processo de composição entre o trabalho, o tempo livre e a criação artística?

ZG – Sempre arrumo um tempo pra pegar o violão. Fico experimentando acordes até surgir uma harmonia interessante. Gravo ideias e depois desenvolvo com meu irmão ou com minha equipe. Estar cercado de pessoas que respiram música ajuda muito, porque sempre surgem coisas novas.

PP – Qual é a principal temática dessa nova canção? Como ela foi escrita?

ZG – Essa música fala sobre alguém que quer viver a vida e o amor de forma completa. Eu não acredito que essas duas coisas existam separadamente, uma depende da outra pra construir uma história que faça sentido. Escrevi já pensando no novo disco. Eu estava num período mais pra baixo e me obriguei a compor algo mais leve. Em cerca de 40 minutos, a música estava pronta.

PP – Quais são as principais inspirações para essa composição e para a sonoridade da produção? Em qual estilo ela se encaixa e quais elementos foram utilizados?

ZG – Eu estava ouvindo muito Jorge Vercillo, especialmente músicas com influência de batidas como as do Olodum. Também trouxemos referências de artistas como Gilsons e do disco da Maria Gadú de 2009. A música se encaixa na MPB, com uma percussão forte que traz raízes baianas, timbres mais atuais e o violão bem presente, que é uma característica do meu som.

PP – Para finalizar, o que você espera que o público perceba ou sinta ao ouvir suas canções?

ZG – Quero que as pessoas percebam a verdade em cada acorde. Espero que se identifiquem com as letras e se sintam acolhidas de alguma forma. Fica meu convite para que escutem meu som e conheçam meu trabalho. Aperte o play e ouça o single:

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