É HOJE! OS PROGNÓSTICOS PARA O GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO 2022

CANAL BRASIL E REDES SOCIAIS DA ACADEMIA TRANSMITIRÃO A CERIMÔNIA
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10.08.2022

Divulgação

De volta ao Rio de Janeiro após três anos sendo realizado em São Paulo, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro chega à sua 21ª edição nesta quarta (10), marcando também o retorno de indicados e convidados à cerimônia, realizada de maneira remota em 2020 e 2021. A premiação tem início às 21h, com transmissão do Canal Brasil (que estará com sinal aberto no Globoplay), além do Youtube e Instagram da Academia Brasileira de Cinema, organizadora do evento. O imponente prédio da Cidade das Artes, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, volta a receber o evento após nove anos, desde que o abrigou em 2013, ano da inauguração do edifício.

CONHEÇA E ASSISTA AOS CURTAS INDICADOS AO GP DO CINEMA BRASILEIRO 2022

‘Marighella’, primeiro longa de Wagner Moura, lidera as indicações com 17 menções em 15 categorias, já que possui dois indicados tanto para melhor ator (Bruno Gagliasso e Seu Jorge) quanto para ator coadjuvante (Humberto Carrão e Luiz Carlos Vasconcelos). É seguido por ‘O Silêncio da Chuva’ de Daniel Filho, que concorre em 11 categorias. ‘Veneza’, de Miguel Falabella, tem nove indicações, mesmo número de ‘7 Prisioneiros’, de Alexandre Moratto, que disputa, no entanto, oito categorias, pois conta com André Abujamra e Rodrigo Santoro entre os indicados a melhor ator coadjuvante. Escolhido para representar o Brasil no último Oscar, ‘Deserto Particular’, de Ary Muritiba, também disputa oito prêmios.

Confira os prognósticos do Portal Pepper para as principais categorias e em quais plataformas digitais os indicados estão disponíveis – a ausência do serviço de streaming ao lado dos títulos concorrentes indica estar disponível apenas para aluguel avulso em plataformas como Now, Google Play e Youtube Filmes:

MELHOR LONGA-METRAGEM DE FICÇÃO

Foto: Ariella Bueno

Vitórias importantes em premiações recentes dão a ‘Marighella’ (Globoplay) favoritismo na principal categoria da noite. O longa dominou tanto o tradicional Festival Sesc Melhores Filmes em abril quanto o Prêmio ABC, entregue pela Associação Brasileira de Cinematografia em maio, além de vencer o prêmio de melhor elenco pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). O filme ainda tem Wagner Moura como favorito ao prêmio de melhor primeira direção em longa-metragem, com boas chances também nas categorias de melhor ator (para Seu Jorge), roteiro adaptado, som e fotografia – nesta última em franca disputa com ‘Deserto Particular’.

A concorrência é interessante, trazendo o excelente ‘7 Prisioneiros’ (Netflix), de Alexandre Moratto, o insinuante ‘Deserto Particular’ (HBO Max), de Aly Muritiba, a comédia nada supérflua ‘Depois a Louca Sou Eu’ (Amazon Prime), de Julia Rezende, e o reflexivo ‘Homem Onça’, de Vinicius Reis.

MELHOR DOCUMENTÁRIO

Colecionando prêmios no Brasil e no mundo, ‘A Última Floresta’ (Netflix), de Luiz Bolognesi, está indicado também aos prêmios de melhor direção, roteiro original e montagem em documentário, e poderia facilmente estar entre os postulantes a melhor som e fotografia. É o grande favorito não só pelo primor técnico, mas especialmente por tratar da luta indígena (no caso, a do povo Yanomami) contra a invasão de garimpeiros em seus territórios e as constantes ameaças que recebem. Ou seja, é ótimo e se insere na urgência do momento.

A provável vitória ‘A Última Floresta’ será muito valorizada pela respeitável lista de concorrentes: ‘8 Presidentes, 1 Juramento – A História de um Tempo Presente’ (Globoplay), de Carla Camurati, resume com necessário didatismo os mandatos presidenciais no país pós-ditadura militar; ainda em Brasília, ‘Alvorada’ (Telecine), de Anna Muylaert e Lô Politi, complementa com especial sensibilidade as visões apresentadas por Maria Augusta Ramos em ‘O Processo’ (2018) e Petra Costa em ‘Democracia em Vertigem’ (2019) sobre o impeachment sofrido por Dilma Rousseff em 2016; ‘Chacrinha: Eu Vim Para Confundir e Não Para Explicar’, de Micael Langer e Cláudio Manoel, reúne com dinamismo depoimentos de amigos e familiares, além de antigas entrevistas do lendário apresentador; ‘Cine Marrocos’, de Ricardo Calil, encanta e comove ao propor que moradores que ocupam o prédio do antigo cinema interpretem cenas de filmes que ali foram exibidos.

MELHOR COMÉDIA

A indicação a outras duas categorias de peso – melhor ficção e melhor atriz, para Débora Falabella – dá a ‘Depois a Louca Sou Eu’ (Amazon Prime Video), de Julia Rezende, natural favoritismo, e é, de fato, o mais maduro dos concorrentes. Dos indicados restantes, o mais agradável é ‘O Auto da Boa Mentira’ (Star+), de José Eduardo Belmonte, valendo-se de causos de Ariano Suassuna como inspiração para o roteiro, dividido em quatro histórias. ‘A Sogra Perfeita’ (Telecine), apesar do carisma de Cacau Protásio, parece ter sobrevivido à lista com 12 pré-indicados apenas pelo prestígio da diretora Cris D’Amato junto à Academia brasileira, já que se trata de sua quinta indicação ao GP. ‘Quem Vai Ficar com Mário?’ (Amazon Prime Video), de Hsu Chien Hsin, é o filme inclusivo, a favor da diversidade, que acaba esbarrando em milhares de estereótipos e clichês, enquanto ‘Um Casal Inseparável’ (Telecine), de Sérgio Goldenberg, é a típica comédia romântica do casal (branco) de classe média alta que engolimos sem esforço para o passar o tempo vez ou outra.

MELHOR DIREÇÃO

Aly Muritiba, de ‘Deserto Particular’ (HBO Max), deve levar, apesar de que, pelo complexo desafio e o notável resultado, o prêmio cairia muito bem para Luiz Bolognesi, do documentário ‘A Última Floresta’ (Netflix). Mostrando a força do gênero no país, outro documentário está contemplado entre as direções finalistas: ‘Alvorada’ (Telecine), de Anna Muylaert e Lô Politi. Além de Muritiba, as gerações recentes de diretores estão representadas também por Alexandre Moratto, de ‘7 Prisioneiros’ (Netflix), e Daniel Rezende, que com ‘Turma da Mônica: Lições’ (Amazon Prime) concorre pela terceira vez ao quesito. Por outro lado, com o bom suspense investigativo ‘O Silêncio da Chuva’ (Globoplay), o veterano Daniel Filho chega à sua sétima indicação sem ainda ter vencido o Grande Otelo da categoria.

MELHOR ATRIZ

Embora se reconheça a grandeza de Adriana Esteves, é de se estranhar esta indicação por seu reduzido papel em ‘Marighella’, onde interpreta Clara, esposa do protagonista que pouco aparece no longa. Por que não foi inscrita entre as coadjuvantes (onde inclusive triunfou em 2019, por ‘Benzinho’)? Seria uma vitória injusta, ainda mais com concorrência tão especial: Andreia Horta venceu a categoria com ‘Elis’, em 2016, e brilha como sempre em ‘O Jardim Secreto de Mariana’ (Telecine); Débora Falabella, vencedora em 2004 por ‘Dois Perdidos Numa Noite Suja’, tem atuação intensa num papel desafiador em ‘Depois a Louca Sou Eu’ (Amazon Prime); Dira Paes venceu o prêmio em 2013, com ‘À Beira do Caminho’ e mantém o alto nível em ‘Veneza’ (Star+); enquanto a gigante Marieta Severo está sublime em ‘Noites de Alface’.

MELHOR ATOR

Esperava-se um grande embate entre Rodrigo Santoro, excelente em ‘7 Prisioneiros’, e Seu Jorge (‘Marighella’/Globoplay), mas acabaram por inscrever o primeiro entre os coadjuvantes. Desta forma, o caminho está aberto para o cantor faturar um Grande Otelo logo em sua primeira indicação, a despeito de fortes concorrentes: Antonio Saboia tem atuação cirúrgica em ‘Deserto Particular’ (HBO Max); Bruno Gagliasso está ótimo em ‘Marighella’, mas deveria, este sim, constar entre os coadjuvantes, onde seria naturalmente favorito; Chico Diaz (‘Homem Onça) chega à sua sétima indicação tendo vencido duas vezes, mas como coadjuvante; e o sempre fenomenal Irandhir Santos, de ‘Piedade’ (Telecine), possivelmente completará sete indicações sem ainda ter conquistado seu merecido GP do Cinema Brasileiro.

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Em sua primeira atuação indicada, Bárbara Paz domina as ações em ‘Por que Você não Chora?’ (Amazon Prime). A atriz está em alta na Academia, tendo vencido em 2021 os prêmios de melhor documentário, montagem em documentário e primeira direção por ‘Babenco – Alguém tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou’, além de também estar indicada este ano a melhor curta de ficção, como produtora e diretora de ‘Ato’. Ainda assim, uma vitória de Bella Camero, de ‘Marighella’ (Globoplay), não seria injusta. Zezé Motta quase não aparece em ‘Doutor Gama’ (Globoplay), mas a Academia poderia reconhecer sua vastíssima carreira com o prêmio, já que chega à sua quinta indicação sem ainda conquistá-lo. Carol Castro, por ‘Veneza’ (Star+), e Claudia Abreu, por ‘O Silêncio da Chuva’ (Globoplay) completam as indicações.

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Numa categoria em que sobram indicados (são sete), a ausência de Paulo Gorgulho, por ‘O Jardim Secreto de Mariana’, é um mistério, que se torna ainda mais incompreensível ao vermos Danton Mello, de ‘Um Tio Quase Perfeito 2’ (Globoplay), entre os concorrentes. O fato é que a ausência de Bruno Gagliasso, alçado à categoria de melhor ator por ‘Marighella’, faz de Rodrigo Santoro, impecável e implacável em ‘7 Prisioneiros’ (Netflix), grande favorito. Enfrenta ao menos dois excepcionais indicados: Augusto Madeira, por ‘Acqua Movie’ (Telecine), e Luiz Carlos Vasconcellos, de ‘Marighella’ (Globoplay). André Abujamra, parceiro de Santoro em ‘7 Prisioneiros’, Emílio de Mello, de ‘Homem Onça’, e Humberto Carrão, também de ‘Marighella’, fecham a lista de indicados.

MELHOR ANIMAÇÃO – MENÇÃO HONROSA

Por ser a única produção na disputa, ‘Bob Cuspe – Nós Não Gostamos de Gente’ (Telecine), de César Cabral, recebe menção honrosa na categoria. Vencedor da mostra paralela do tradicional Festival de Annecy, na França, o filme ainda esteve entre os 26 pré-finalistas ao Oscar de melhor animação deste ano.

MELHOR FILME INFANTIL

‘Turma da Mônica: Lições’ (Amazon Prime), de Daniel Rezende, repetiu o sucesso do anterior (‘Laços’) e foi além, conquistando sete indicações, uma a mais do que ‘Turma da Mônica: Laços’ recebeu em 2020. Tal qual o antecessor, é o grande favorito nesta categoria, sem chance para ‘Um Tio Quase Perfeito 2’ (Globoplay), de Pedro Antônio Paes, único adversário na disputa.

A relação completa dos indicados nas 31 categorias, incluindo as quatro dedicadas às séries, pode ser acessada no site oficial do evento. Há ainda o voto popular, onde o público escolhe sua produção preferida dentre as indicadas a melhor ficção, comédia e documentário (clique aqui para votar).

21° Grande Prêmio do Cinema Brasileiro – Quarta, 10/8, 21h (ao vivo pelo Canal Brasil e redes sociais da Academia Brasileira de Cinema)

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