COLOMY APRESENTA NOVAS EXPERIÊNCIAS E AMADURECIMENTO ARTÍSTICO NO SEGUNDO ÁLBUM DA CARREIRA “PRA QUEM ANDOU PERDIDO”

O NOVO PROJETO TRAZ PARTICIPAÇÕES DE GUILHERME ARANTES, PETER BUCK E BARRETT MARTIN. OUÇA
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30.07.2026

Carol Siqueira

Depois de apresentar ao público os singles “Causas Naturais” e “Rádio”, a Colomy lança seu segundo álbum de estúdio, “Pra Quem Andou Perdido”. Fruto da parceria da banda com a Universal Music, o novo disco de inéditas reúne nove faixas produzidas por Dudinha e acompanha o percurso emocional de quem precisa atravessar o intervalo entre um fim e um recomeço.

“É um disco para que as pessoas possam se emocionar, sorrir, chorar, dançar e cantar. As canções foram feitas com a nossa alma de uma forma muito verdadeira”, diz Sebastião Reis. Mais do que um álbum sobre relacionamentos, “Pra Quem Andou Perdido” observa tudo aquilo que permanece depois deles. As ideias que dividem a história do álbum dissecam temas como despedidas, ausência, culpa, esperança e reconstrução, em histórias vivas que também são a própria transformação vivida pela banda.

COLOMY INICIA NOVA FASE DA CARREIRA E ANTECEDE O SEGUNDO ÁLBUM DE ESTÚDIO COM A CANÇÃO “CAUSAS NATURAIS”

Se “Jaú”, lançado em 2023, nasceu durante a pandemia, em um sítio no interior paulista, cercado pelo silêncio e pelo isolamento, o novo trabalho é fruto da intensidade da vida fora desse refúgio. Escrito entre 2023 e 2024 em São Paulo, o disco incorpora uma sonoridade mais urbana, novas experiências, novas referências musicais que levaram a um amadurecimento não só pessoal como artístico do trio.

“Esse álbum representa para mim uma grande mudança de chave individual na forma de compor, de enxergar música. Isso se deve ao fato dele reunir as canções mais sinceras e honestas que fiz em toda minha vida. São lugares, pessoas, fatos e sensações que fui descobrindo, ao longo do processo, também como se conectavam a outras pessoas. Então as canções podem representar qualquer um que as ouça”, explica Pedro Lipa.

COLOMY LANÇA “JAÚ”, PRIMEIRO ÁLBUM DA CARREIRA E DIVULGA CLIPE DO SINGLE “QUERO ESTAR”

Em suas referências de rock brasileiro dos anos 1970 e 1980, bem como o cancioneiro popular brasileiro destas épocas, o disco reúne participações de três artistas que espelham esse universo: Guilherme Arantes, nome fundamental na construção da canção brasileira, Peter Buck, guitarrista do R.E.M. e Barrett Martin, lendário baterista do grunge de Seattle, em bandas como Screaming Trees e Mad Season.

O percurso proposto pelo álbum começa em “Causas Naturais”, primeiro single do trabalho. Embalada por referências ao yacht rock, a faixa apresenta uma banda em movimento, mais luminosa e ritmada, sem abrir mão da densidade emocional que caracteriza sua obra, trazida em versos como “Eu não tenho medo de morrer de amor/ só de saudade/ e de outras causas naturais” .

Se “Causas Naturais” apresenta a dor em pequenos fragmentos de sol, “Rádio” mergulha em suas cicatrizes. Com participação de Peter Buck nas guitarras de 12 cordas, a balada transforma os pequenos objetos deixados dentro de casa em testemunhas silenciosas de uma ausência. Construída a partir de uma história real, a canção acompanha o despertar de alguém que tenta reorganizar a própria vida enquanto percorre os cômodos da memória.

Sétima faixa, “Se Ainda Existe Amor” traz a participação de Guilherme Arantes gravando o histórico piano elétrico CP70, instrumento que marcou diversos momentos de sua trajetória, além de interpretar o piano do refrão. Os versos “Eu vim chamar teu nome/ mande um sinal/ se ainda existe amor”, fazem dessa uma das canções mais emblemáticas do álbum.

É na faixa-título, “Pra Quem Andou Perdido”, oitava do disco, que a narrativa encontra seu ponto de chegada. Depois de percorrer conflitos, despedidas e tentativas de compreender a ausência, a Colomy propõe um olhar voltado para o reencontro. A letra rememora a temática do álbum e deixa a mensagem de que para se encontrar, é preciso se perder algumas vezes pelo caminho. O disco  compreende que todo fim também inaugura uma nova possibilidade de existência.

COM FAIXAS EM FORMATO ACÚSTICO, COLOMY LANÇA O EP “VEM”

É justamente nesse espaço entre despedidas e recomeços que o trio apresenta sua obra mais madura até aqui. Com letras viscerais, a banda amplia seus horizontes enquanto segue construindo com personalidade e uma identidade cada vez mais própria seu lugar na música brasileira contemporânea.

“Conseguimos encontrar neste disco uma identidade que nós três estivemos buscando ao longo de nossas vidas. E naquele momento de vida em que nos encontrávamos, nossas personalidades influenciaram muito no som que nasceu dali. Para mim, este disco representa maturidade musical e de experiência no mundo”, comenta Eduardo Schuler.

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