O cantor e compositor Matheus Torres apresenta o clipe de “Não é o Fim”, canção que faz parte de seu último álbum, “Tanta Pressa”, lançado neste ano pela Universal Music. Partindo de uma balada acústica para ganhar uma sonoridade que remete ao indie e ao hard rock em seus momentos mais explosivos, a faixa se desenvolve de maneira expressiva, sustentada por uma tensão que cresce ao longo da canção.
MATHEUS TORRES MERGULHA EM SENTIMENTO NOSTÁLGICO NO CLIPE INTIMISTA DO SINGLE “SE VOCÊ SOUBESSE”
“FOI UM TRABALHO MUITO ESPONTÂNEO”, COMENTA MATHEUS TORRES SOBRE O CLIPE DA CANÇÃO “PRA FAZER SABER”
Assim também o trabalho visual desenvolvido para a música, onde as projeções ajudam a construir uma ambiência de dinamismo, urgência e instabilidade, evocando tanto um estado interno quanto a velocidade do mundo ao redor. Em sua letra, “Não é o Fim” trata de suspensão, dúvida e permanência emocional, construindo uma narrativa em que o fim não aparece como conclusão definitiva, mas como um estado ainda em aberto.

A música parte da ideia de encerramento, mas é atravessada pela insistência de quem ainda enxerga alguma possibilidade de continuidade e, nessa dinâmica, vai evocando lugares, presenças e ausências que atravessam esses sentimentos. Dessa forma, o clipe se conecta com o despertencimento territorial e a distância que a canção traz (como diz a letra: “Quando penso na distância / Coração não sabe o rumo / Minha casa costumava ser você / E hoje vago sem sentido por aí”) e apresenta imagens de estradas e cidades dialogando com outras do artista dentro de um carro e tocando violão em um momento íntimo.
MATHEUS TORRES FICA ENTRE O TEMPO E A MEMÓRIA NO CLIPE INTROSPECTIVO DO SINGLE “PONTEIROS”
“É SINGELO E CRU, PROPOSITALMENTE CONCEBIDO ASSIM”, CONTA MATHEUS TORRES SOBRE O CLIPE DE “AMANTES”
Em uma atmosfera de road-movie onírico, as imagens partem da sensação de alguém que desperta de um sonho e, a partir desse despertar, começa a performar a canção enquanto sua imaginação ainda toma conta da cena. Com o crescimento da música, especialmente a partir do solo e de sua progressão final, os efeitos visuais e a dimensão psicodélica do clipe também se intensificam, acompanhando essa expansão até culminar num momento em que parece retornar ao estado de sonho ou mergulhar nesse território suspenso entre realidade e memória.
“A experiência de fazer ‘Não É o Fim’ foi muito despojada. A gente criou projeções que narrassem tanto o ambiente externo quanto esse dinamismo acelerado do mundo, para representar ao mesmo tempo o que se passa dentro da minha cabeça e essa pressa que nos atravessa e muitas vezes nos engole. Isso trouxe uma dimensão mais agônica para algumas partes do filme. Ao mesmo tempo, existia uma vontade de me filmar de um jeito muito íntimo, em um espaço muito íntimo, quase como se o clipe nascesse desse lugar mais cru, mais próximo e mais vulnerável”, afirma Matheus. Assista ao clipe:


