“É SINGELO E CRU, PROPOSITALMENTE CONCEBIDO ASSIM”, CONTA MATHEUS TORRES SOBRE O CLIPE DE “AMANTES”

A FAIXA ESTABELECE UMA RUPTURA ESTÉTICA AO INTRODUZIR UMA SONORIDADE MARCADAMENTE VISCERAL E FUNDAMENTADA NA DÉCADA DE 1970
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03.04.2026

Divulgação

O cantor e compositor Matheus Torres consolida sua estreia na Universal Music com o lançamento do clipe de “Amantes”. A faixa integra o recente álbum “Tanta Pressa e se destaca como a única composição do disco que não é assinada pelo artista, tendo sido escrita por seu amigo Maurílio. Segundo Torres, a escolha da música deveu-se a uma identificação imediata e profunda com a narrativa lírica.

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Com uma sonoridade que remete aos anos 60 e 70, “Amantes” explora uma estética rock and roll visceral. A produção musical utiliza instrumentos clássicos como órgãos, pianos elétricos (Wurlitzer e Fender Rhodes) e guitarras, conferindo uma textura orgânica e quente à obra. Tematicamente, a canção aborda a resignação diante das marcas do tempo e as complexidades das experiências humanas, tratando perdas e aprendizados com sobriedade.

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O registro audiovisual, dirigido por Torres em parceria com Matheus Heberle, aposta no minimalismo. Gravado em plano sequência, o clipe busca uma entrega “crua e singela”, focada na interpretação emocional do músico para reforçar o caráter intimista da composição.

O álbum “Tanta Pressa” estrutura-se como uma cartografia sentimental, na qual a maioria das composições, a exemplo da faixa-título e de “Sonho de Papel”, equilibra vivacidade rítmica e reflexão profunda sobre a identidade de Matheus Torres. No conjunto de suas obras autorais, o artista investiga dilemas da contemporaneidade por meio de arranjos que priorizam a proximidade com o ouvinte, estabelecendo uma estética que traduz suas percepções sobre a dinâmica do mundo atual.

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Por outro lado, “Amantes” estabelece uma ruptura estética ao introduzir uma sonoridade marcadamente visceral e fundamentada na década de 1970. Ao se distanciar das batidas mais modernas que regem o restante do disco, a faixa adota a crueza do rock clássico, amparada por uma instrumentação orgânica composta por pianos elétricos, órgãos e guitarras. Essa escolha confere à canção uma densidade térmica e uma textura sonora que a distinguem como o momento de maior inflexão estilística de todo o projeto.

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