Empreender no entretenimento infantil exige mais do que carisma: exige visão de mercado, arquitetura de marca e estratégia de longo prazo. É com essa mentalidade que nasce o “QG Animal – Brincando Pra Valer”, projeto que transforma conteúdo musical em experiência ao vivo e posiciona a infância offline como diferencial competitivo. Em março de 2026, a operação ganha o palco do Teatro Multiplan, no MorumbiShopping, em São Paulo com oito apresentações estratégicas, abrindo uma nova frente de expansão comercial da marca.
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À frente da idealização está Tales de Polli, músico com trajetória consolidada na banda de reggae Maneva, que enxergou no segmento infantil um novo desafio de carreira e uma oportunidade clara de construção de propriedade intelectual. “’O QG Animal’ nasceu de uma ideia de amigos que já vivem o entretenimento e a música. Era a chance de criar algo para uma nova faixa etária, com propósito e visão de crescimento”, afirma.

Ao lado de Diego Andrade, Henrique Namura e Wagner Rocha (executivos com mais de duas décadas no mercado infantil), além do cantor e compositor Deko e do empresário Pardal (fundador da Opção A, uma das maiores empresas de cenografia do Brasil e que atua em grandes festivais como Rock In Rio, The Town e Tomorrowland), Tales estruturou um projeto que já nasce combinando criatividade artística com inteligência de negócios.
A experiência acumulada na gestão de carreira foi aplicada como ativo estratégico desde o início. Benchmarking, adaptação de estratégias bem-sucedidas, testes de posicionamento e leitura constante de mercado fazem parte da construção do “QG Animal”. “Entretenimento é dinâmica. O que funcionou em um projeto pode ser ajustado para outro. Estamos sempre analisando, entendendo o público e refinando a marca”, explica Wagner Rocha. Esse olhar empreendedor permitiu que o espetáculo fosse pensado não apenas como show, mas como plataforma escalável, preparada para crescer além do palco.
Essa visão ganha força com a administração da GTS e a distribuição da Virgin Music Brasil, consolidando uma arquitetura empresarial robusta. A meta é transformar o “QG Animal” em uma propriedade intelectual com potencial para turnês, catálogo sólido, licenciamentos e presença multiplataforma. “Começar estruturado faz toda a diferença. A gente já entra no mercado com capacidade de investir, difundir e entregar um espetáculo de primeiro nível”, reforça Diego Andrade, destacando a importância de parceiros estratégicos no processo de consolidação.
Responsável por idealizar o conceito visual do palco e da cenografia do “QG Animal”, Pardal trouxe para o espetáculo a ideia de uma vila lúdica que remete às brincadeiras de antigamente. Para o fundador da Opção A, referência nacional em cenografia, cada detalhe do cenário precisa traduzir experiência, narrativa e excelência.

“Quando a gente fala de cenografia, não é só sobre construir um palco, é sobre construir um universo. No ‘QG Animal’, desenvolvemos o conceito de ‘vila’ justamente para resgatar o imaginário das brincadeiras de antigamente, criando um espaço onde a criança se reconhece e se sente parte da história. Na Opção A, a gente trabalha com um princípio muito claro: excelência não é detalhe, é método. Cada cenário precisa unir estética, narrativa e experiência. Porque no fim, a cenografia também é estratégia de negócio e de memória para o público”, explica o empresário.
No palco, os personagens Léo Leão, Lala, Dipelúcia e Toupeira são os protagonistas dessa estratégia de marca. Com mais de 15 milhões de visualizações no YouTube, eles conduzem uma narrativa atual: após um apagão da internet, embarcam em uma jornada pelo universo das brincadeiras offline, transformando propósito em experiência ao vivo. O repertório reúne sucessos como “Paralisou”, “Bola de Sabão”, “Pega Pega” e “Sopra o Dodói”, além de faixas do projeto “Músicas Para Brincar”, como “Pirulito que Bate Bate”, “Caranguejo Não é Peixe” e “Trem Maluco”.
Responsável pela construção musical e pelo direcionamento criativo do catálogo, Deko reforça que cada composição nasce com visão artística e comercial. “O QG tem um propósito muito claro: reacender a chama da brincadeira offline. A gente pensa na música como produto de longo prazo, mas sem perder qualidade. Ela precisa ser dançante, envolver a criança e fazer com que ela largue o celular para viver aquilo de verdade”, afirma. Para ele, o diferencial competitivo está na intenção por trás de cada faixa: “Hoje é muito fácil produzir conteúdo, mas o que sustenta uma marca é saber por que você está criando e para quem. Quando você entende a faixa etária e o impacto pedagógico, você constrói algo atempora”.
Com ingressos já à venda, março marca o início de uma jornada que une propósito e estratégia. O “QG Animal – Brincando Pra Valer” não é apenas um espetáculo: é um negócio estruturado para crescer, consolidar marca e transformar diversão em ativo de mercado.


