PRESTES A SUBIR AO PALCO DO LOLLAPALOOZA BRASIL, PAPANGU ANTECIPA O ÁLBUM “CELESTIAL” COM O SINGLE “CALADO (DE OLHO)”

A MÚSICA É UMA SUÍTE POLIFACETADA QUE VAI DO METAL VANGUARDISTA À BALADA, MPB E JAZZ FUSION
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21.03.2026

Helder Bruno

Expoente do rock experimental brasileiro, o grupo paraibano Papangu anuncia o lançamento de “Celestial”, seu terceiro disco de estúdio e o primeiro lançamento da banda sob a Deck, para agosto de 2026. O primeiro single, “Calado (de Olho)”, uma suíte polifacetada que vai do metal vanguardista à balada, MPB e jazz fusion.

PAULO MIKLOS E PAPISA MERGULHAM NO ROCK ALTERNATIVO E NUMA BALADA MODERNA EM SINGLE DUPLO

Após o impacto dos discos “Holoceno” (2021) e “Lampião Rei” (2024), ambos indicados ao prêmio de melhor disco brasileiro do ano da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), “Celestial” continua a linhagem de álbuns conceituais da Papangu. A tradição é comum às bandas de rock progressivo dos anos 1970, como Pink Floyd e Genesis, mas também a outros gêneros, como o hip hop de Kendrick Lamar e OutKast ou o power metal de Angra.

Foto: Ivan Cordeiro / Rodolfo Salgueiro

Ao longo de “Celestial”, a Papangu entrelaça rock progressivo, MPB, black metal, zeuhl, ciranda e forró numa tapeçaria musical multicolorida inspirada por rituais de proteção do corpo e do espírito, autoafirmando a humanidade perante a adoção desenfreada da dita “inteligência artificial”. 

O universo sonoro conjurado pela Papangu em “Celestial” ganha sua contraparte visual no trabalho da artista plástica pernambucana Juliana Lapa, responsável pela arte que emoldura o disco. A capa do single funciona como um elemento dessa composição maior que culminará na, ainda não revelada, arte completa do álbum.

Assumindo uma postura audaz contra o uso de ferramentas de IA na arte, a Papangu produziu “Celestial” de forma totalmente analógica, sem computadores, plugins, ou artifícios digitais. Gravado na fita magnética de duas polegadas ao longo de nove dias, o resultado revela as pontas, granulações, ruídos, imperfeições, curvas e variações dinâmicas que nos tornam humanos.

Gravado em Berlim, na Alemanha, logo após a primeira turnê internacional do grupo, o terceiro trabalho da Papangu utiliza um arsenal de equipamentos vintage, evocando timbres das décadas de 60, 70, e 80, mas com composições que rejeitam clichês e marcam uma nova direção sonora, sem fácil comparação à sua discografia pregressa. A banda ainda se apresenta no Lollapalooza Brasil 2026 neste domingo (22), onde deve antecipar alguns spoilers de “Celestial”, além de realizar a primeira apresentação ao vivo de “Calado (de Olho)”.  

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