Paris Paloma rejeita a fantasia masculina e reivindica sua imagem em seu novo single e videoclipe, “Good Girl”. Dirigido pela cineasta Georgie Cowan-Turner e estrelado pelo ator Richard Armitage, a canção e o vídeo convocam a artista a não ser a “boa garota” do patriarcado, oferecendo um acerto de contas com a cultura da dieta, a obsessão antienvelhecimento e a necessidade de agradar ao olhar masculino frequentemente imposto às mulheres.
COMOVENTE E AGRESSIVO, ASSIM DEFINIMOS “CACOPHONY”, ÁLBUM DE ESTREIA DA BRITÂNICA PARIS PALOMA
“Tenho tentado, há alguns anos, desvincular minha relação com o meu corpo do poder presunçoso dos padrões patriarcais de beleza. Essa crença é tão profunda que parece quase bíblica: que ser magra é ser amada, que parecer jovem é ser feliz, que estar depilada é ser sexy; que lutar contra cada impulso natural do seu corpo significa que você tem a vida sob controle. Sustentando tudo isso está a mensagem mais urgente de todas: que o olhar masculino é a coisa suprema, desesperadamente importante, a ser alcançada”, afirma Paris.

“Isso me dá vontade de chutar, gritar, me contorcer e me distorcer de agonia ao perceber que essa cultura não trata os corpos das mulheres como o que eles são: mamíferos, animais, seres humanos. ‘Good Girl’ articula esse chute e esse grito, a recusa da ideia de que meu corpo existe para consumo ou ornamentação. Meu corpo é meu veículo pelo mundo. ‘Good Girl’ é a batalha diária, cansativa e dolorosa, para não ceder à pressão de cometer violência contra o meu corpo, seja ao passar fome, injetar, restringir, despir ou recorrer à cirurgia, tudo para alcançar algum novo nível de aprovação social que posso confundir com confiança desbloqueada ou, Deus me livre, empoderamento feminista. Não há fim para isso, não existe um teto a ser alcançado”, acrescenta.
“‘Good Girl’ fala sobre a sensação violenta que surge em mim quando um homem acredita que a minha existência é uma performance para ele. Comentários sobre meu corpo, meus pelos, meus dentes, minhas pernas, meu rosto, de cantadas de rua a comentários na internet, de assédio sexual a insultos que surgem quando estou simplesmente existindo. A música é minha afronta diante de homens que não conseguem compreender que eu não dou a mínima para a atração deles, para a aprovação deles ou para o fato de estarem me olhando. Eu estou olhando para eles”, conclui Paris Paloma.
“Good Girl” sucede o lançamento de “Good Boy”, uma faixa afiada que denuncia a manosfera e pede solidariedade em vez de submissão ao patriarcado. A música traz uma abertura da atriz icônica Emma Thompson, e o vídeo é dirigido por Georgie Cowan-Turner, com o ator Tom Blyth. Juntas, as duas faixas inauguram um novo capítulo para Paris após o lançamento de seu aclamado álbum de estreia de 2024, “Cacophony”, que hoje soma mais de 1 bilhão de streams.
Paris Paloma acompanha Florence + The Machine como convidada especial na turnê de arenas pelo Reino Unido e Europa, com início em 6 de fevereiro, em Belfast, e encerramento em 9 de março, em Berlim, seguida por apresentações em festivais como Hinterland, Rock Werchter e outros. Ao longo desse percurso, a cantora construiu uma base de fãs dedicada, que transformou seus shows em experiências inesquecíveis, com trocas de mensagens de fadas, livros e até círculos improvisados de inspiração feérica.
O single de ouro “labour”, de Paris Paloma, tornou-se um fenômeno cultural, com mais de 11 bilhões de visualizações nas redes sociais e mais de 530 milhões de streams apenas no Spotify. O hino impulsionou tendências virais e movimentos globais, servindo de trilha para campanhas por direitos reprodutivos, iniciativas contra a violência sexual e o movimento de empoderamento do “run like a girl”. O impacto da faixa levou Paris a palcos e telas importante.
Com “Good Girl” e mais músicas inéditas a caminho, Paris Paloma segue como uma das vozes mais vitais da música atual, transformando catarse pessoal em força coletiva, uma construtora de mundos que tece mito, luto, fúria e amor em canções atemporais e profundamente conectadas ao presente.


