O grande guitarrista Lúcio Maia lança seu segundo álbum de estúdio, o homônimo “Lúcio Maia”, um trabalho que celebra a psicodelia, diversidade de sonoridades e as diferentes possibilidades da música instrumental.
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Com oito faixas instrumentais, o disco evidencia a musicalidade excepcional de Lúcio. De imediato, se destacam as linhas de guitarras únicas, conhecidas desde seu trabalho com a Nação Zumbi, envoltas em timbres psicodélicos. Mas além da virtuosidade no instrumento, o projeto traz arranjos precisos e diferentes climas, com composições inspiradas por diferentes gêneros e sonoridades. As novas faixas flertam com o futurismo, movimento artístico e literário do início do século XX que exaltava a modernidade, a velocidade e a tecnologia.

O álbum se inicia com a faixa “Cogumelo de Vidro”, que já estabelece a proposta do disco; tanto na sonoridade que segue no restante do álbum, quanto no título da faixa, que remete ao contexto alucinógeno em que boa parte do projeto foi criado. A segunda faixa, “Qítara”, se aprofunda ainda mais na estética psicodélica, guiada por riffs de guitarra que se alternam entre momentos com texturas eletrônicas. Em seguida, os dois singles já divulgados previamente: “Fetish Motel”, com uma atmosfera cinematográfica que remete aos filmes noir dos anos 1960; e “Tábua das Horas”, com melodias marcantes misturando ritmos do baião e reggae.
A segunda metade do álbum continua explorando diferentes texturas e ritmos, com a percussão latina de “Brisa Breve”; “L’amour”, um dos únicos momentos com uma voz, com uma narração em francês guiando as paisagens sonoras; “Noturno”, que conta com cordas dando um ar orquestral e transcendente para a faixa; e a conclusão do álbum, “Contorno Ausente”, que fecha o disco com linhas de guitarra cheias de efeitos e repetições.
Este é o segundo álbum solo de Lúcio Maia, seguindo o disco também homônimo de 2019. O álbum foi produzido pelo próprio artista e mixado por Mario Caldato Jr. e Daniel Ganjaman, com a participação de Arquétipo Rafa na bateria e Marco Gerez no baixo, além de Pedro Regada nos synths.

Nos shows o guitarrista toca em formato de trio, com os mesmos integrantes da “cozinha” que gravou o disco, abrindo espaço para deixar em evidência a virtuosidade de cada instrumentista, e traduzindo os arranjos psicodélicos do estúdio para a energia do ao vivo. Lúcio Maia é fundador da banda pernambucana Nação Zumbi, que junto com seus parceiros espalhou pelo mundo sua mistura de influências da música do seu estado com influências universais, que o colocou no patamar dos mais importantes músicos de sua geração. “Lúcio Maia” é um lançamento do selo Opium em parceria com a ForMusic Records.


