Johnny Hooker acaba de lançar “2 Punks Neon”, novo single de seu álbum “Viver e Morrer de Amor na América Latina”. A faixa chega durante o mês do orgulho LGBT+ como uma ode à juventude rebelde, ao direito de sonhar e à sobrevivência afetiva em tempos de brutalidade política e esgotamento emocional. Segundo o artista, a canção nasceu de uma reflexão íntima sobre a importância de preservar o encantamento das primeiras experiências, mesmo diante do medo, da violência e do avanço do conservadorismo.
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“Essa música surgiu de um desejo muito forte de continuar acreditando no afeto e nas pessoas mesmo depois de tudo que a nossa geração viveu. ‘2 Punks Neon’ fala sobre não deixar o medo endurecer completamente a gente. Tem muito da memória das primeiras descobertas, daquela sensação de sair pela cidade pela primeira vez, se apaixonar, encontrar sua turma, entender quem você é. Acho que existe uma beleza muito poderosa nesse momento da vida e eu queria guardar isso na música”, diz Hooker.

A música chega acompanhada de um videoclipe que traz como homenagem às vítimas da epidemia de HIV/AIDS e às pessoas que convivem com a doença até os dias de hoje. “Eu queria fazer uma música que lembrasse que ainda existe beleza mesmo no meio do caos. ‘2 Punks Neon’ fala sobre corpos que insistem em existir, amar, criar e ocupar espaços mesmo quando tudo parece empurrar a gente para o medo. É uma música sobre continuar sonhando sem abrir mão da própria liberdade”, afirma.
“2 Punks Neon” carrega influências da estética underground dos anos 1980 e 1990, do pós-punk e do rock queer brasileiro e latino-americano, que ajudaram a formar musicalmente Johnny Hooker. No single, o artista aproxima essas inspirações da música popular contemporânea para mostrar como essa força segue viva, ainda que em novos formatos.
“Pra mim, o espírito punk nunca desapareceu, ele só encontrou novos lugares para existir. Hoje eu vejo isso no funk, no trap, no brega, na música periférica, nos artistas independentes e em toda manifestação artística que insiste em questionar a violência do sistema, os padrões de comportamento e as estruturas de exclusão. ‘2 Punks Neon’ fala muito sobre isso. Sobre continuar acreditando, ocupando espaço, vivendo e fazendo arte”, declara.


