“ESPERANÇA NÃO PRECISA DE DRAMA”, AFIRMA ADRIAN YOUNGE SOBRE O SINGLE “PORTSCHUTE” QUE ANTECEDE SEU NOVO ÁLBUM

A FAIXA SE CONSTRÓI A PARTIR DE UMA FRASE MELÓDICA SIMPLES, REPETIDA E TRANSFORMADA AO LONGO DA CANÇÃO
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11.02.2026

Divulgação

“Portschute” apresenta o primeiro movimento do universo sonoro de “Younge”, o aguardado novo álbum instrumental de Adrian Younge, previsto para 17 de abril via Linear Labs. Mais do que um single de estreia, a faixa funciona como um manifesto estético e emocional: uma composição que traduz esperança não como explosão ou catarse, mas como persistência, continuidade e avanço silencioso.

“SAMANTHA & ADRIAN”, ÁLBUM DE SAMANTHA SCHMÜTZ E ADRIAN YOUNGE, É UM PROJETO GRANDIOSO, ORQUESTRAL E REPLETO DE SOUL

Declaradamente inspirada pela linguagem cinematográfica e emocional de Portishead e pelo trabalho de Geoff Barrow, “Portschute” se constrói a partir de uma frase melódica simples, repetida e transformada ao longo da música. À medida que as harmonias se deslocam, a composição ganha peso e convicção, evoluindo para um groove firme e hipnótico. Cordas em glissando ampliam o campo emocional da faixa, borrando os limites entre tensão e elevação, enquanto a música avança sem pressa, sem clímax óbvio, apenas movimento constante.

“Esperança não precisa de drama. Às vezes, ela só precisa continuar seguindo em frente”, afirma Adrian Younge. Essa filosofia guia toda a estrutura de “Portschute”: em vez de buscar grandiosidade imediata, a faixa aposta na repetição como força, no acúmulo como narrativa e na contenção como linguagem expressiva.

A música também oferece uma chave de leitura para o projeto “Younge” como um todo. Concebido como um álbum orquestral pensado a partir da mentalidade de um produtor de hip hop, o disco dialoga com a linhagem de compositores cujas obras, de Lalo Schifrin a David Axelrod, de Ennio Morricone a Galt MacDermot, acabaram se tornando a base emocional e estética da cultura do sampling décadas depois. Em Portschute”, essa herança aparece não como citação direta, mas como atmosfera: uma música que soa atemporal, cinematográfica e aberta à reinterpretação.

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Gravada integralmente em fita analógica no Linear Labs, estúdio fundado por Younge em Los Angeles, a faixa preserva espaço, textura e silêncio como elementos centrais do arranjo. Cada camada respira, cada escolha de timbre reforça a ideia de que a música não precisa se resolver, ela pode simplesmente existir, se mover e resistir.

Com “Portschute”, Adrian Younge reafirma sua posição como um dos compositores mais singulares de sua geração: um artista que pensa como produtor, escreve como compositor e constrói obras que dialogam simultaneamente com o passado e o futuro. A faixa não apenas antecipa o tom de “Younge”, mas estabelece o terreno emocional do álbum, um espaço onde orquestração, hip hop e narrativa coexistem como uma mesma linguagem contínua.

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