A MOSTRA “CINEMA ALEMÃO: NOVAS DIREÇÕES” ACONTECE DE FORMA GRATUITA NA CINEMATECA BRASILEIRA

PARA ONDE ESTÁ INDO O CINEMA ALEMÃO CONTEMPORÂNEO? A SELEÇÃO APRESENTA LONGAS E CURTAS-METRAGENS PARA BUSCAR RESPOSTAS
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25.04.2023

Divulgação

A história do cinema alemão é conhecida por suas inúmeras inovações técnicas e estéticas. Da invenção do bioscópio pelos irmãos Max e Emil Skladanowsky em 1885, passando pelo expressionismo e o novo cinema alemão dos anos 1960 e 1970 com Werner Herzog e Rainer Werner Fassbinder, o caminho tem sido permeado por experimentações temáticas e de linguagem em uma consistente produção criativa.

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Mas para onde está indo o cinema alemão contemporâneo? A mostra Cinema Alemão: Novas Direções, uma correalização da Cinemateca Brasileira e Goethe-Institut, reúne treze longas e seis curtas-metragens para buscar respostas a essa pergunta. A seleção apresenta filmes recentes que trazem reflexões sobre ecologia, pertencimento, feminismo, inteligência artificial, relacionamentos, antirracismo, universos LGBTQIA+ e decolonialidade.

Com sessões presenciais na Cinemateca Brasileiraa mostra também acontece online, na plataforma de streaming Goethe on Demand, com cinco títulos exclusivos selecionados: “Garotas Gordas” (Dicke Mädchen, 2011), de Axel Ranisch; “A Gatinha Esquisita” (Das merkwürdige Kätzchen, 2013), de Ramon Zürcher; “O Samurai” (Der Samurai, 2014), de Till Kleinert; “Animais Nus” (Nackte Tiere, 2020), de Melanie Waelde; e “Todos os Outros” (Alle Anderen, 2009), de Maren Ade. 

A Gatinha Esquisita

O filme de Tatjana Turanskyj, “Uma Mulher Flexível” (Eine flexible Frau, 2010) será exibido tanto presencialmente quanto online. São produções atuais e premiadas, alguns filmes já consagrados, outros com linguagens jovens, poéticas e ousadas, ainda desconhecidas do grande público, inclusive na Alemanha. A série de filmes online tem curadoria de Aliza Ma e Toby Ashraf.

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Entre os destaques das exibições presenciais na Cinemateca estão “As Faces de Toni Erdmann” (Toni Erdmann), da diretora Maren Ade, que estreou em competição no Festival de Cannes de 2016, foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2017 e eleito o melhor filme de 2016 pela revista Sight & Sound e pela Cahiers du Cinéma; “Lar Doce Lar” (Neubau), de Johannes M. Schmit, baseado em roteiro de Tucké Royale, artista trans da cena queer alemã e protagonista do longa e vencedor dos prêmios de melhor filme e de relevância social no Festival Max Ophüls; e “O Caso Você” (The Case You), em que a diretora Alison Kuhn convidou cinco atrizes que, assim como ela, passaram por uma situação de assédio sexual em audições com o mesmo diretor, para elaborarem o trauma e como ele afeta suas vidas pessoais e profissionais. Alison Kuhn estará na Cinemateca Brasileira no sábado, dia 29 de abril, às 18h, para uma conversa com o público e sua participação contou com o apoio da German Films.

Sem Ressentimentos

Outros destaques são “Preciosa Ivie” (Ivie wie Ivie), filme de estreia da diretora alemã Sarah Blaßkiewitz que aborda ancestralidade e racismo; “Undine”, do premiado diretor alemão Christian Petzold inspirado no mito de Ondina e revivido na Berlim de hoje; e “Sem Ressentimentos” (Futur Drei), longa de estreia do diretor alemão Faraz Shariat, filho de iranianos exilados, premiado como melhor filme LGBTQIA+ no festival de Berlim de 2020 e que fala de amor e pertencimento. A mostra traz ainda “Home”, estreia da atriz e celebridade alemã Franka Potente na direção, uma das figuras do atual cinema alemão mais conhecida internacionalmente, filmado nos Estados Unidos e que fala do retorno de um jovem condenado por assassinato a sua pacata cidade natal.

Undine

Já “Victoria”, premiado filme de Sebastian Schipper, chama atenção pela inovação de linguagem. É um dos poucos longas-metragens gravados em um único plano-sequência, sem cortes. Entre flertes e perigos, a história traz as aventuras de uma mulher espanhola na noite de Berlim. No filme “Casulo” (Kokon), de Leonie Krippendorff, a adolescente Nora, de 14 anos, vive um conto ensolarado sobre a autodescoberta durante o verão de Kreuzberg, bairro agitado em Berlim.

“Uma Mulher Flexível” (Eine flexible Frau) é a obra de Tatjana Turanskyj, diretora de cinema autodidata, feminista e figura importante na luta pela equidade de gênero no mercado audiovisual. O filme conta a história de Greta, mãe e arquiteta que se move por um mundo onde mulheres como ela não se encaixam. Sessões gratuitas – retirar ingressos com uma hora de antecedência. Veja a programação completa AQUI.

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