A cantora e compositora britânica Paris Paloma, uma das vozes feministas mais vitais da música, anuncia o seu segundo álbum, “The Fatal Flaw”, com lançamento previsto para 4 de setembro através da Nettwerk Music Group. O disco é uma exploração épica sobre o amor e a transformação, moldada pelas preocupações mais profundas de Paris: conexão, identidade, arte, natureza, feminismo e a verdade emocional que sustenta tudo isso.
PARIS PALOMA REJEITA A FANTASIA MASCULINA E REIVINDICA SUA IMAGEM NO CLIPE DO SINGLE “GOOD GIRL”
Estreando com o cobiçado título de “Hottest Record” da BBC Radio 1, o novo single “Stem The Flow” é uma canção enraizada na sobrevivência e na persistência, recorrendo ao instinto e à força interior para atravessar a escuridão. Este novo capítulo baseia-se num ano de grande revelação para a artista, impulsionado pelo single certificado como platina “Labour”, que gerou mais de 11 mil milhões de visualizações nas redes sociais e 750 milhões de streams no Spotify, servindo de trilha sonora para movimentos que vão desde campanhas por direitos reprodutivos até à defesa contra a violência sexual. O sucesso da sua estreia levou-a a abrir espetáculos de arena para nomes como Florence + The Machine.
Se a aclamada estreia de Paris com o disco “Cacophony”, que ostenta mais de 1 bilhão de streams, ofereceu uma janela para o seu mundo interior, em “The Fatal Flaw”, Paris Paloma vira-se do avesso. Através de vocais potentes e uma produção cinematográfica, ela conduz uma autópsia meticulosa das suas próprias emoções, incluindo a faixa de abertura do álbum, “Miyazaki”, uma ode desafiante à implacável necessidade humana de criar. Batizada em homenagem ao lendário realizador do Studio Ghibli, Hayao Miyazaki, a faixa é um manifesto criativo e uma introdução propulsiva ao disco, onde Paris declara “I have something to say” (Eu tenho algo a dizer), enquanto empresta a sua voz à Mãe Natureza, gravando uma versão creditada à própria Nature e angariando fundos para a instituição de caridade ambiental de Brian Eno, a Earth Percent.
O videoclipe oficial de “Miyazaki” (assista abaixo), realizado pela sua colaboradora de longa data Georgie Cowan-Turner, traz Paris a fugir de uma figura ameaçadora. “Miyazaki” sucede a “Good Girl”, uma formidável faixa de dança alternativa que acerta as contas com a cultura da dieta, a obsessão anti-envelhecimento e a necessidade de apelar ao olhar masculino que é frequentemente imposta às mulheres.
COMOVENTE E AGRESSIVO, ASSIM DEFINIMOS “CACOPHONY”, ÁLBUM DE ESTREIA DA BRITÂNICA PARIS PALOMA
O clipe da faixa é protagonizado pelo ator Richard Armitage (“O Hobbit”) como um criador controlador, enquanto Paris interpreta uma estátua que ganha vida, explorando temas de vigilância, objetificação e a recuperação da própria agência. Esta mesma energia afiada já havia sido sentida com o lançamento de “Good Boy”, que denuncia a “manosfera” e apela à solidariedade contra o patriarcado, contando com a voz da lendária atriz Emma Thompson.
Paris também gerou grandes conversas recentemente após a sua aparição no programa Woman’s Hour da BBC, onde um vídeo seu a discutir as vivências das mulheres e os temas da sua música se tornou viral. O momento consolidou ainda mais a sua reputação como uma das vozes jovens mais articuladas a navegar pelo feminismo, cultura e pela feminilidade moderna.


