“Politonia”, que já esta disponível nas plataformas digitais, agrega composições que surgiram após Giuliano Eriston se mudar para o Rio de Janeiro vindo do Ceará, portanto, refletem saudades, novas paixões vividas, humores mais excitados e um tom mais crítico que ainda não havia experimentado nos seus lançamentos anteriores. “É uma espécie de contraposição ao meu primeiro álbum ‘Universo em si’, o qual tem uma paleta de cores bem restrita porque a instrumentação foi bem mais simples”, conta Giuliano.
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Entre maracatu, jazz, xote e R&B, Giuliano canta em português, inglês e francês sobre a saudade, a graça da paquera, o cenário político e suas questões existenciais e é essa diversidade que justifica o neologismo “Politonia”, que é um termo cunhado pelo artista para expressar a sua busca de se contrapor à monotonia de ideias, especialmente as musicais, mas não apenas, para abraçar a diversidade, multiplicidade, “multi-versatilidade” do mundo.

No álbum Giuliano Eriston atua em múltiplas frentes, cantando, compondo, arranjando e tocando diversos instrumentos. A produção musical é de Giuliano e Pedro Baby, que criteriosamente investigou as minúcias do material gravado para chegar às sonoridades que mais se encaixam em cada música. “A música, a poesia e as intepretações de Giuliano Eriston, reconectam novas gerações a essência da mpb”, afirma Pedro Baby.
A seguir o artista detalha sobre as canções. O álbum abre com “Lucidez”, uma faixa íntima que mergulha nos meus conflitos internos, mas aponta para a esperança e a chegada de tempos melhores. Na sequência, “Gosto do Gesto” e “Festa no Infinito” conduzem o ouvinte para um território mais leve e solar, explorando o enamoramento, a paquera e as sensações de encantamento que nascem do encontro.
“Corpo de Candiá”, faixa de trabalho, surge desse fluxo como uma espécie de ritual noturno. A música nasceu em um período em que eu ouvia bastante Moreno Veloso e buscava explorar a musicalidade das palavras vindas de idiomas indígenas e africanos. Inicialmente um rascunho, ela foi sendo maturada ao longo de cerca de um ano e meio até se transformar em uma celebração da noite e de sua magia. Para minha alegria, Moreno gostou da canção e aceitou participar da gravação.
Na sequência, “Borogodó” traz um tom irônico e bem-humorado para uma história de paquera frustrada, marcada por uma autoestima inabalável. É a única parceria do álbum, composta com Pedro Baby e Gustavo Pereira. Já “Não Pro Sim” e “Vem Me Relembrar” mergulham em emoções mais densas, abordando desengano, saudade e as complexidades das relações afetivas.
Na reta final, “Teia” e “Waiting” retomam um olhar mais crítico, refletindo sobre questões sociais e políticas contemporâneas que atravessam a minha geração e ocupam nosso imaginário coletivo. Entre o íntimo e o coletivo, o álbum se encerra costurando essas diferentes camadas de experiência, pensamento e sentimento.


