MICHAEL PIPOQUINHA CELEBRA INFLUÊNCIAS AFRICANAS COM EXPERIÊNCIA ÍNTIMA NA CANÇÃO “MAMÃE LUIZA”

O CANTOR ASSUME A PRÓPRIA VOZ E DESLOCA O FOCO DO INSTRUMENTO PARA A PALAVRA E A MÚSICA
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24.04.2026

Pepe Rodrigues

Em seu novo single, “Mamãe Luiza”, Michael Pipoquinha transforma uma experiência íntima em música. Durante um período emocionalmente delicado, o artista recebeu a visita da mãe, que foi até sua casa para lhe oferecer apoio. Quando ela foi embora, ele permaneceu com o violão nas mãos, e a canção surgiu quase como resposta, em forma de afeto e agradecimento.

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Reconhecido como um dos grandes nomes do contrabaixo mundial, Pipoquinha construiu uma trajetória marcada pela música instrumental, com colaborações ao lado de artistas como Djavan, Gilberto Gil, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Elba Ramalho e João Bosco. Neste novo momento, o músico amplia os contornos de sua obra ao apresentar uma faixa autoral cantada que conta com a participação do cantor e baixista camaronês Richard Bona. Sua discografia inclui trabalhos como “Cearencinho” (2014), “Lua” (2017) e “Um Novo Tom” (2023), que consolidaram seu nome no circuito instrumental e ampliaram sua circulação no Brasil e no exterior.

É a partir desse percurso que o músico apresenta agora um novo single autoral, no qual assume a própria voz e desloca o foco do instrumento para a palavra e a canção. A faixa inaugura publicamente um novo momento de sua obra e antecipa o próximo disco do artista.

“Esse álbum é, de longe, o mais desafiador. Não desmerecendo a importância dos outros, mas talvez seja um dos mais importantes, porque registra meus 30 anos, e representa a soma de muita coisa – uma soma sonora, de vivências. Agora, estou colocando para fora coisas mais sérias, sabe? Essa coisa de ter letra, de colocar palavras nas melodias, coisas que eu sempre quis dizer”, comenta o artista.

A canção é direta e dançante, construída para chegar ao ouvinte sem intermediários. A sonoridade dialoga com influências africanas e com a tradição da canção brasileira, equilibrando ritmo, leveza e celebração. O clima é de festa, mas de uma festa íntima, dedicada à pessoa que ocupa o centro da história narrada pela música. Mesmo profundamente pessoal, o single se constrói como um convite coletivo.

“Eu quero realmente dizer alguma coisa, causar sensações diferentes das que causei até hoje. Quero alcançar outras pessoas, que elas convivam com minha música. A música instrumental não é tão fácil de compreender para qualquer pessoa, especialmente para quem não é músico. E eu quero esse público também”, finaliza.

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